sábado, 8 de janeiro de 2011

Pelé, o maior de todos os tempos

Certa feita, Romário disse: "O Pelé calado é um poeta." Esqueceu-se Romário que Pelé não é só o MAIOR jogador de todos os tempos, é também um grande HOMEM. Quando fez seu milésimo gol, Pelé pediu para cuidarem das criancinhas. Ora, quem mais, em um momento de Glória como esse, lembraria das criancinhas? Pareceu demagógico na época, mas se observar bem Pelé, ele é de uma ingenuidade absurda. Essa ingenuidade que poucos de nós tem coragem de ter.
Apenas os GÊNIOS tem coragem de ser ingênuos. Santos Dummond na sua ingenuidade criou o avião, e os espertos o transformaram em máquina de guerra. Eistein descobriu a fórmula de energia e os espertos a transformaram em bomba. Nietzsche falou sobre o super-homem, e transformaram sua teoria em Nazismo. Os Gênios, como Pelé, são ingênuos. Fazem tão bem o que fazem pois se preocupam apenas em fazer o melhor possível em suas vidas, sem se importarem com as consequências do que fazem, pois o fazem sempre pensando no bem dos outros.
Pelé, esta semana, mais uma vez, foi Gênial. Ele disse: "Se ele (Ronaldinho) realmente ama o Grêmio, pode jogar de graça lá. Está com a vida feita, né? É a minha opinião."
Quando anunciaram Ronaldinho de volta, me emocionei. Se o tivessem contratado, no mesmo dia teria pego meu carro e ído receber ele em POA. Seria a redenção. Seria o grande pagamento de uma dívida de uma década com o Grêmio. Sim, acredito que ele errou feio quando saiu do Grêmio da forma que saiu. Mas acredito também que todos erramos em nossas vidas e merecemos nos reconciliar em determinado momento com nosso passado.
Agora, quase 1 mês depois, vejo que também fui ingênuo. Toda nossa torcida foi ingênua. Sei que muitos dirão que não foram, que nunca acreditaram, mas eu tenho que admitir. Por um bom tempo acreditei. Acreditei em Ronaldinho. Acreditei que o Assis tinha virado um HOMEM. Mas ontem, ao ler a declaração de alguém infinitamente MAIOR que Ronaldinho, Assis e qualquer outro do futebol, percebi o quão ingênuo eu estava sendo.
Sei que ainda pode o Ronaldinho decidir pelo Grêmio. Sei que ele ainda pode ser anunciado no tricolor. Mas perdi o entusiasmo. Assis fez algo que não se faz, mexeu com a ilusão de torcidas inteiras. E o pior, mexeu com a torcida pela qual ele deve TUDO que ele tem. TUDO mesmo. Tenho certeza que não foi isso que a Dona Miguelina ensinou pra ele.
Dirão que envolve muito dinheiro. Que envolve interesses de muitos lados, muitas empresas. E eu direi: GRANDE BOSTA. Com o perdão da expressão, mas nenhuma outra que tenha passado pela minha mente define melhor isso, do que uma GRANDE BOSTA. Como disse Pelé, o Ronaldinho está com a vida feita. O Assis poderá continuar comercializar produtos jogadores. Eles tem dinheiro suficiente para eles e mais 10 gerações viveram MUITO bem, muito melhor do que todos os vizinhos e amigos que eles tinham quando moravam na Vila Nova.
Não, não estou com isso dizendo que o Ronaldinho tenha que jogar de graça no Grêmio (embora ache que também não seria nada demais). Estou dizendo que Assis e Ronaldinho poderiam ter poupado a torcida do Grêmio e o Grêmio dessa sujeira toda.
Se for apresentado no Olímpico, me perdõem, não vou perder 1 segundo da minha vida para ir recebê-lo. Acho também que deveria pedir uma desculpa pública pelo que nos fez passar. Se não for, que faça bom proveito do dinheiro que ganhar em outro time, seja qual for. Que continue fazendo suas festinhas, com suas mulheres fúteis, e seus amigos comprados. E sinceramente, não espero que perca uma noite só de sono pensando no Imortal. Pessoas assim são movidas por dinheiro, não por consciência ou valores morais.
E tenho certeza que seremos TRI com o time que temos. Um time que ano passado mostrou ser um time com brio, um time de verdadeiros HOMENS, comandados pelo MAIOR jogador da história do Grêmio, RENATO PORTALUPPI.Sim, esse foi o maior jogador que já passou pelo Olímipico, seguido de De León, Lara, e outros. Quero que meu time faça história, mas não simplesmente por ganhar títulos, mas por ganhar títulos com HOMENS de verdade, não com garotos deslumbrados pelo que o dinheiro pode comprar.

Se vocês meus amigos, puderem fazer essa mensagem chegar aos jogadores, façam. E faça com que eles saibam que a torcida tricolor está com eles, não precisamos de pessoas que não nos querem. Se o esforço de vir ao dito "TIME QUE AMA" for tão grande, não precisa vir. Seremos guiados pela imortalidade, e dirigidos pelo maior dos imortais, Renato. Nunca precisamos de migalhas. Somos grandes demais para mendigar para alguém que nos deve TUDO que tem.

Aos que concordarem com isso, peço que repassem. Aos que discordam, me desculpo.

Marco Antonio Oselame - Bento Gonçalves - RS

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Música do Dia - Sexta-feira

Apartir de hoje, inicio a polêmica série, música do dia. Hoje, por ser sexta-feira, e por motivos óbvios será o dia do Zonão. E pra inaugurar essa série, um dos grandes clássicos das músicas de zona sertanejas.

Som de Cristal
Joaquim e Manuel

A casa noturna se mantem a noite em clima de festa
De longe se ouve varios instumentos de cordas e metais
Boemios bebendo cantando e dancando ao som da orquestra
Um som estridente que lhe deu o nome de som de cristal

A casa noturna boate falada lugar de ma fama
Com as portas abertas durante a noite entra que quiser
Porem nesta noite sem que eu esperasse entrou uma dama
Fiquei abismado pq se tratava da minha mulher

Ela se cansou de dormir sozinha esperando por mim
E nesta noite resolveu dar fim na sua longa e maldita espera
Ela não quis mais levar a vida de mulher honrada
Se na verdade não andiantou nada ser mulher direita conforme ela era

Ela deciciu abandonar o papel de esposa para viver entre as mariposas
Que fazem ponto naquele local
A minha vida muito mais errante agora continua
Tranformei a esposa em mulher da rua
A mais nova dama do som de cristal



Aguardo dos amigos, sugestões para as próximas semanas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Por enquanto

Estava a tempos preparando minha volta ao Blog do Gordo. A meses ajeitava ele daqui e dalí sempre pensando no que postar. Afinal, estou voltando, e com a obrigação de manter o blog atualizado. E isso dá muito trabalho, e ocupa um bom tempo. Enfim, hoje de manhã, ouvindo a Atlântida, criei coragem. Eis que estou de volta.

Por Enquanto
Cássia Eller
Composição: Renato Russo

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa




Amigos, se gostaram, indiquem o Blog do Gordo. Abraços....

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Voltando das Férias - Fotos - Parte 1

Nada como 6 dias de férias para recarregar as baterias.... hahahahaha... estou de volta.... seguem algumas poucas fotos da viagem que fizemos pelo RS e SC....

Belíssimos Lugares...


São Joaquim - SC
Serra do Rio do Rastro - Bom Jardim da Serra - SC


Via Gastronômica - Balneário Camboriú - SC
Praia - Balneário Camboriú - SC

Pôr do Sol - São José - SC

Figueira Centenária - Centro de Florianópolis - SC

Depois postarei mais...




























sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Maldito pensamento

Maldito seja o dia que nasci pensante. Maldito dia que resolvi ler os grandes pensadores da história. Maldita seja a necessidade de saber. Essa sede que nunca passa, e que nos faz séticos, amargos, duros, orgulhosos.
De que adianta pensar, buscar a verdade, se não posso mudá-la. De que adianta ver tudo antes que aconteça, se não posso fazer nada para alterar. De que adianta conhecer o caminho da felicidade, se não posso estendê-lo aos outros. De que adianta saber, se os ouvidos estão surdos aos meus gritos.
Preferia ter nascido ignorante, cego e surdo aos apelos insessantes do conhecimento. Preferia não saber nada. Simplesmente rir de tudo, achar graça do vazio, viver como fantoche, como uma barca que se deixa levar pela correnteza. Gostaria de ser incapaz de ver o que há diante de meus olhos, ser incapaz de ouvir os apelos da vida.
Quem sabe um dia eu consiga descançar dessa luta. Talvez um dia consiga sentar em um banco e ver a vida passar simplesmente.
Falar machuca. Calar angustia. O que fazer então? Não posso mais voltar atrás e fechar meus olhos diante do que aprendi, mas também não tenho mais forças de seguir adiante.
Se pelo menos houvesse uma resposta, mas no momento, só existem perguntas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nostalgia cega

Ultimamente tenho recebido muuuuuitos emails e muitas mensagens sobre como é triste o mundo atual. Temos drogas, guerras, violência. A família deixou de ser uma instituição respeitada. O mundo está perdido. Minha geração destruiu o mundo. Pergunto-vos: "Será?".
Tenho pavor ao culto ao passado e da radicalidade de dizer que no meu tempo era melhor, as pessoas se respeitavam mais, o mundo era mais tranquilo. É triste escutar que nenhuma esperança mais nos resta.
Pois bem, como sempre, sou do contra. Sou contra essa bobagem de dizer que tudo no passado era melhor. E também sou contra em dizer que agora é melhor. Cada tempo com suas mazelas e suas vitórias.
Mas, para que não restem dúvidas de que estou tendo um raciocínio válido, real, que não estou sonhando ou viajando, vamos fazer algumas pequenas comparações, com bordões que corriqueiramente escuto.
Primeiro, e talvez o mais deprimente, "a família não existe mais." Eu diria, ainda bem. No passado os pais tinham dezenas de filhos, que deveriam apenas para servir de mão de obra. Os que não servissem para o trabalho, seriam fardos a serem carregados, isso nas culturas mais desenvolvidas. Em outras, deveria-se simplesmente descartar esse ser. As mulheres não eram bem quistas se não tivessem o primeiro filho homem, e se nascessem meninas, era um castigo. Isso era repetidamente jogado na cara da criança, e adolescente. Os adultos sentavam a mesa enquanto as crianças, tidas como de menor valor, respeitavam a refeição, para só após comer as sobras. Os filhos, quando aprontássem, ou não quisessem trabalhar, porque sim, trabalháva-se apartir do momento em que se tinha força para erquer uma enchada, apanhavam feito animais com cintos, cordas. Assim era ensinado o RESPEITO aos mais velhos. Eu chamaria MEDO. Será isso concepção de família? Será essa a concepção de respeito que tanto clamam hoje em dia?
Tudo bem, não concordo com as estripulias dos jovens de hoje. Mas será que isso não foi apenas o resultado dos excessos causados pelos hoje avós em seus filhos? Será que os pais não soltaram tanto as rédeas por causa de traumas tidos com seus pais? Acredito que sim.
No passado também, ouço seguidos relatos de fome, ou quase fome. Comida escassa ou de grande dificuldade para ser conseguida. Ao contrário de hoje, que engordamos com nosso excesso de opções gordurosas. Melhor fome ou obesidade?
As guerras e a violência. Essa talvez seja a parte que mais assuste. Hoje, temos que nos trancar dentro de grades, para que não soframos com assaltos, roubos, mortes, estupros. Mas lembro-me de uma história que minha vó contava, que um bandido que se escondia na região onde eles moram, obrigáva-os a deixar comida para ele, que na volta de seus atos de banditismo, roubava deles o pão que era tão difícil de ser conseguido.
E quando aconteceram as grandes Guerras? E quando aconteceu o Holocausto? E quando aconteceu a perseguição as bruxas, a Santa Inquisição? E as cruzadas? Será que as guerras de hoje são piores que as de outrora?
E as drogas, que hoje matam nossos jovens? Antigamente também os matava, não fisicamente, mas psicologicamente. Os pais bebiam, principalmente no interior. Muitos alcoólatras, chegavam em casa bêbados, batiam na esposa, nos filhos e em quem mais cruzasse seu caminho. Existem inúmeros casos de pais matarem filhos espancados, ou filhos matarem pais para defenderem suas mães?
E as violências contas as mulheres? Contra os negros? Contra os índios?
Leiam os livros de história. Analisem realmente o que aconteceu no passado. Informem-se. Talvez o grande pecado da nossa época, é termos amplo acesso a cultura, e não saber como utilizar.
É fácil ser radical. Rebelde sem causa. Ou um velho resmunguento, falando do passado glorioso em que apanhava todas as noites antes de dormir, ou que passava frio e fome. Se hoje tudo é fácil, é porque evoluímos.
Poucos deram-se conta de que o mundo continua igual. Ainda somos bárbaros, só que agora Techno Bárbaros. Somos bárbaros de terno, gravata e celulares. Mas ainda somos iguaizinhos eram nossos pais, avós, bisavós, tataravós............
Mas, se me perguntássem se eu pudesse escolher em que ano eu gostaria de ter nascido, responderia, 2010. Sem sombra de dúvidas.
Minha época, se assim posso chamar, não é pior que nenhuma outra. Com a diferença de que as outras não poderão mudar, mas eu posso mudar a minha.
Então chega de saudosismo barato. Avaliemos o mundo em que vivemos, avaliemos a história, e depois sim, com argumentos, vamos discutir o que melhorou, o que piorou, e o que podemos fazer pra continuar evoluindo.

Marco Antonio Oselame

sábado, 16 de janeiro de 2010

Não somos um país sério.

Charles de Gaulle certa feita, disse: "O Brasil não é um país sério." Foi um rebuliço. Nos sentimos ofendidos, assim como os hipócritas se ofendem quando lhes são apontados os defeitos.
Não somos um país sério. Não podemos ser. Não, não somos. Nossos governantes não o são. Nossos empresários não o são. Nem nossos sacerdotes são.
Fazemos piada o tempo inteiro. A última, de muito mal gosto, o aumento de 3,9% na gasolina. Sim, quando reclamamos que o dólar caiu e o preço do combustível não, recebemos a desculpa de que somos auto-suficientes em petróleo, logo, nosso combustível não é regulado pelo mercado externo.
Então pergunto, qual o motivo desse aumento? Afinal, a petrobrás ganhou rios de dinheiro no último ano, é a oitava maior empresa do mundo. Descobriram o tal do pré-sal, que iria irrigar as veias de nosso trânsito e de nossos cofres. Fomos menos atingidos pela crise do que a maioria dos países. A Petrobrás é a empresa q mais cresce no Brasil, e a segunda que mais fatura, perdendo apenas para o Banco do Brasil.
Então, por que esse aumento?
A resposta é simples. Porque não somos um país sério. Se isso acontecesse em qualquer outro país haveria protestos em praça pública, a cabeça dos governantes seria pedida em praça pública, numa bandeja, e eles teriam que recuar, nem que fosse por medo de guerra civil.
Mas aqui, não somos sérios. Somos piadistas. Tudo vira piada. E enquanto fazemos piada com os nossos governantes, ele é que riem da nossa cara.
Enquanto isso o Ilmo. Sr. Luiz Inácio só aumenta seu índice de aceitação e prepara a sua seguidora, que até plástica tem feito para parecer mais simpática.
E nós, seguimos alienados, aplaudindo o Lulinha paz e amor, afinal, ele é como nós, do povo, veio de baixo, ele é o cara. Afinal, ele não é sério, e como não somos um país sério, queremos ter governantes q são uma piada. De muito mal gosto.
E já parafraseando De Gaulle, "Os homens não são importantes. O que conta é quem os comanda."

Mais civilizados????

Mais uma vez uma torcida de futebol da Itália é punida por racismo. A torcida da Juventus foi punida em 1 jogo, por manifestações racistas. Isso é o cúmulo.
Venho, desde que me conheço por gente, ouvindo manifestações das pessoas que voltam da europa, ou dos EUA, que são povos infinitamente mais civilizados que nós, brasileiros, estendendo as todos os latinos.
Lá não se joga papel no chão, se respeita os sinais de trânsito, tudo é limpo e organizado. Lá o sistema público funciona, a saúde é ótima, educação melhor ainda. Lá as pessoas se respeitam, e os crimes são punidos.
Sempre achei isso interessante, justificando pela cultura maior, educação mais forte, valores mais desenvolvidos.
Só tem um problema. As pessoas que viajam para a europa ficam em hotéis bons, bairros normalmente mais nobres, lugares turísticos. Normalmente que vai aos EUA não vai visitar as periferias. Os bairros dos latinos, dos negros, dos estrangeiros sem green card. Quem vai a Europa não vai visitar os bairros pobres de Paris, ou a periferia de Londres. Os turistas vão ao Louvre, vão conhecer palácios, museus, teatros.
Normalmente essas pessoas não se interessam em ler o que acontece em cada país... Greves, atos de vandalismo, racismo são crescentes na europa. Os europeus, em sua maioria ainda não conseguiram libertar-se do preconceito ariano, preconceito esse que faz muitas vítimas nesses países. Preconceito esse que continua criando grupos de marginais, que escondidos atrás de idéias vazias, matam, criam planos, enfrentam-se.
Europa que até 1989 tinha um muro que separava um país. Europa, que se vê sempre em estado de alerta por causa de guerras que a rodeiam. Os EUA então, nem se fala. Sempre metido em guerras, com desculpas humanitárias. Tem síndrome de Superman e acha que tem que defender o mundo de suas paranóias e a esquisofrenia de seu povo, sempre achando que tem alguém querendo destruí-los.
Aí, penso cá no nosso Brasilzão, do nosso povo sem cultura, nossa gente desdentada. Somos ignorantes, praticamente bárbaros. Não temos cultura, não temos o hábito de irmos a museus, teatros. Temos pouco acesso a eles também, normalmente mal administrados, como todo nosso setor público. Nossas ruas são suja, esburacadas, e nosso povo não sabe nem falar a própria língua com correção.
Só que no nosso país as pessoas são assassinadas pela fome, pela droga, pela miséria do povo, e não por sua cor, credo. Não quero assim justificar os crimes aqui cometidos, ou absolver os criminosos, mas prefiro que me matem pelo meu dinheiro do que pela minha cor, por ser católico, judeu ou protestante.
Precisamos melhorar sim, muuuuuito, na nossa educação, saúde, infraestrutura. Precisamos dar dignidade as pessoas. E espero e acredito que chegaremos lá, um dia quem sabe. Porque no dia que tivermos oportunidade de sermos mais cultos, mais bem alimentados, mais saudáveis, seremos a nação mais feliz do mundo. Por quê?
Porque mesmo sem cultura, sem acesso a saúde, educação, mesmo sem dentes, sorrimos. Tratamos bem qualquer pessoa, sendo ela negra, branca, parda, mulata, mameluca. Convivemos em harmonia. Embora, ainda existam pessoas que insistam em ter preconceitos, aqui estamos centenas de anos a frente dos europeus no quesito humanidade. E fico feliz, em morar num país onde negros, brancos, índios, gays, lésbicas, católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, homens, mulheres, crianças, idosos, possam confraternizar, ao contrário do mundo "civilizado".
E que cada vez mais o Brasil possa ser porto seguro das diferenças, e que o RS, tão europeu, possa também, evoluir junto com o Brasil nesse sentido. Afinal, aqui no RS, é o único lugar do Brasil onde Brancos, Negros e Índios lutaram juntos, por um ideal, e embora existam e sempre vão existir idotas acéfalos que teimam em ser preconceituosos, possamos, nós, os não preconceituosos, sermos maioria, e abafarmos esses malucos.