segunda-feira, 11 de julho de 2011

Julinho é o Cara


Bem meus amigos, primeiro explico minha ausência na sexta. Estava em uma viagem de trabalho, portanto faltou-me tempo e condições técnicas (internet no Brasil é um caos) para postar sexta-feira. Portanto, publico hoje o post, já sabedor do que aconteceu na rodada do final de semana. Aos que me acompanham, voltarei a partir dessa semana a escrever na sexta-feira, como de hábito.

Julinho é o Cara

Sei que é um assunto delicado. Sempre que se escolhe um técnico para uma equipe é porque existe algum tipo de crise, mau momento ou coisa parecida, salvo raríssimas exceções. Quando é um momento como o do Grêmio, com a saída de um grande ídolo, então, muito mais. Então, buscar consenso é impossível. 

Existiam vários nomes: Cuca, Adilson, Aguirre, e outros tantos. Pois bem, desses qual ganhou grande coisa? Qual desses trabalha muito mais do que 8 a 9 meses nos clubes por onde passa? Qual desses traria certeza de que teríamos um grande técnico? Qual desses realmente não é uma aposta, e uma aposta já com grandes chances de não dar em grande coisa? Qual desses não cobraria uma fortuna por um resultado provavelmente medíocre, como é a história deles como treinadores.

Julinho é uma aposta?! Sim. Assinou um contrato de risco. Têm 6 meses pra mostrar que é tão bom treinando um time grande como foi nas categorias de base. Se não der certo, adeus. Sem endividamento para o Grêmio. Sem ter que passar mais 1 ou 2 anos pagando um salário pra um cara que provavelmente vai estar treinando um adversário ainda recebendo do clube.

Além disso, conhece os garotos do Grêmio. Sabe onde cada um rende melhor. Vai botá-los a jogar, valorizar a garotada, que já demonstrou ser melhor do que os medalhões que aí estão ganhando fortunas para se arrastarem em campo. Por isso, vamos dar uma chance a ele. Eu acredito no Julinho, tenho esperanças nele. Acho que pode e vai dar muito certo. Anotem e depois me cobrem.

Escudero

Enfim o futebol do gringo apareceu. Foi só dar sequência e deixar ele na posição que sabe. Arremata bem, tem velocidade e ao contrário da maioria do time do Grêmio atual, NÃO ERRA PASSES. Ele por um lado e Leandro pelo outro vão dar muita dor de cabeça para as defesas adversárias.

Gilberto Silva é um monstro

Em dois jogos já mostrou a que veio. Nesse último contra o Coritiba então, foi monstruoso. Além de marcar um golaço, que nem é sua função, deu uma segurança muito boa pra defesa, cobriu a subida dos alas e foi incrível nos desarmes. E mais, fez 2 faltas no jogo, as duas quando precisavam ser feitas. É um mestre na posição e se conseguir manter o condicionamento físico, tem muito futebol ainda pra jogar.

Oportunismo barato

Achei lamentável a atitude do Presidente Odone. Primeiro, indo abraçar os jogadores no campo, coisa que vou ao Olímpico a um bom tempo e não tinha visto ainda. Aliás, só em algumas ocasiões onde precisava de apoio da torcida. Dessa vez tomou vaia.

Depois, lamentável a entrevista, dizendo que as vaias foram de cunho político. Ora amigo Odone, é óbvio que tem um monte de movimentos políticos se aproveitando do momento para deitar e rolar, assim como o senhor fez muito. Porém, eu votei no senhor, e sou um dos que vaio a sua atitude como presidente do Grêmio. Quem sabe um pouco menos de politicagem e um pouco mais de trabalho em prol do Grêmio melhorem sua imagem. Embora eu ache que o senhor trilhou um caminho sem volta na sua carreira política, pelo menos dentro do Grêmio.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

De onde menos se espera.....


O que esperar de um governo surgido a união de José Sarney, Fernando Collor, Lula, Dilma, Palocci, Zé Dirceu, entre outros? Não se podia realmente esperar algo de bom. Porém, não se esperava também a vergonha que estamos sendo obrigados a ver nos últimos dias.

Ora, só quem é MUITO ingênuo acha que realmente o Sr. Palocci ganhou milhões dando assessorias. É claríssima e inegável a possibilidade de lavagem de dinheiro. Porém, mesmo com tamanha clareza de fatos, a comissão de ética pública da presidência resolveu nem sequer investigar o caso.

Aos que tentam defender o direito ao sigilo nas relações comerciais de Palocci com seus clientes, não esqueçam que Palocci é pessoa pública. Ninguém o forçou a isso. Ele aceitou o cargo e como tal deve arcar com as consequências, uma delas, ter sua vida sujeita a avaliação de quem lhe paga o salário.

Aos que defendem e que entendem mais de legislação do que eu, digo que não estou preocupado como a lei lida com isso. Estou preocupado é com o meu dinheiro, que deve ter pago essas "assessorias". Ora, se o homem lida com meu dinheiro, nada mais justo e correto do que ele mostrar que não está usando o MEU dinheiro em benefício próprio.

E pergunto mais: Por que o Sr. Lula está tão interessado em defender o "cumpanhero" Palocci? Por que diabos largou suas palestras de R$ 200.000,00 para ir com urgência a Brasília defender seu "amigo"? Se ele não deve nada, por que tanta blindagem?

E o pior de tudo. A atitude COVARDE da Presidente Dilma, mandando parar com a produção do Kit contra a Homofobia. Para quem não acompanha, acha realmente que ela mandou parar a produção porque achou o conteúdo forte. Nada disso. Ela tomou essa atitude quando a Bancada Religiosa (Católicos e Evangélicos, sim, eles mesmos que vivem brigando, agora estão unidos) disse que, se ela não tomasse uma atitude quanto aos Kits Anti-Homofobia, eles iriam chamar o Sr. Palocci para dar algumas explicações.

Por que tanto medo dessa investigação? Qual o tamanho da sujeira que estão escondendo para debaixo do tapete? Quantos mais estariam enriquecendo junto com Palocci e NUNCA saberemos?

Repito: Dilma, Lula, Sarney, Collor, Zé Dirceu, Palocci e cia. ltda. Tem como dar certo alguma coisa nesse país?

Já dizia o Barão de Itararé: "De onde menos se espera, é daí que não sai nada mesmo."

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cético

Tão cético que sou que desconfio até de mim mesmo. Aliás, principalmente de mim mesmo. Não sei se existo ou se sou fruto da minha imaginação.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pensar, pensar, pensar....

O que vale mais, a palavra ou quem a profere? - Anônimo

A potência intelectual de um homem se mede pela dose de humor que ele é capaz de usar. - Nietzsche

Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência. - Schopenhauer

Todos os democratas querem impor a democracia, custe o que custar. - Marco Oselame

Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim. - Shakespeare

É difícil viver com as pessoas, porque calar é muito difícil. - Nietzsche

O capitalismo é a exploração do homem pelo homem. O socialismo é o contrário. - Millôr



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Brasil, o país dos remendos

Dificilmente viajo em feriados. Detesto. O trânsito vira um inferno. As pessoas com pressa de chegar, pressa de lanchar, pressa de almoçar, pressa para aproveitar o que nem sabem bem. O mundo moderno nos faz ter pressa sempre, mas esse é assunto para outro post. Hoje quero falar das campanhas que o brasileiro adora.
Principalmente, nesses feriados, lançam-se campanhas ferozes para combater TODOS os males que se sobressaem nessas datas. Tem-se campana para o trânsito, e essas sempre acontecem nas vésperas desses feriados.
Pessoas lançam-se desesperadas nos meios de comunicação pedindo que se tome cuidado, que se use o cinto, que não se corra nas estradas, que se beber não se deve dirigir. E qual a eficácia dessas campanhas? ZERO. Mas um zero bem redondo.
Nesse feriado em especial, não fez-se campanha para o uso de camisinha, porque é feriado santo, fica até "chato" falar desses assuntos. Mas feriados afora, e principalmente no carnaval, falasse muito no uso de camisinha.
Temos também campanhas de combate as drogas, campanhas para voto consciente, campanhas para paz nos estádios, campanhas para preservação do meio ambiente.
Atualmente está em alta a tal da campanha para o desarmamento. "Vamos desarmar os cidadão de bem", bradam os que são a favor. Gritam: "Vão desarmar os bandidos", os que são contra.
A verdade é só uma. Mesmo algumas campanhas sendo iniciativas louváveis (algumas tem iniciativas não tão louvaveis), não servem para muita coisa. Diria que não servem para NADA. Só nesses dois primeiros dias de feriado, já temos 22 mortos no trânsito no RS, só até as 15 horas de sexta, que é o momento que escrevo este post.
O que precisamos em primeiro lugar é educação. Desde pequenos conscientizar as crianças da necessidade de cuidados no trânsito, cuidados com o sexo, cuidados com a natureza. Isso, vejo pelo meu filho, as creches e escolas tem feito muito bem. O problema são os pais que passam em sinais vermelhos, que abusam da velocidade, que jogam lixo nas ruas, que não fazem a separação de seus lixos em suas casas, que tratam o sexo muitas vezes de forma preconceituosa.
Esses mesmos pais são os que cobram do governo providências. Que na arrogância que lhes é peculiar, não vêem seus erros como tão importantes, transferindo para outros os problemas do mundo. Não quero com isso dizer que o governo não tem responsabilidades. Sou o primeiro a cobrá-las. Mas a sociedade também passa pelas nossas mãos. Pelas nossas atitudes diante daqueles que vão nos copiar.
Sobre a responsabilidade dos governos, me dá nojo ver a forma com que tratam os problemas. Baixam leis e mais leis, sobre os mais diversos assuntos, mas dificilmente alguma delas é efetivamente cumprida. Se um motorista bebeu e dirigiu, deveria perder a carteira na hora, e ficar ANOS sem poder dirigir novamente. Se pego dirigindo sem carteira, deveria ser seriamente punido. Se alguém é pego com uma arma não lícita, deveria sofrer sansões severas. Se é pego jogando lixo em local impróprio, também. Porém, o poder público, por falta de vontade política e até por falta de moral para cobrar algo, faz vistas grossas a esse tipo de atitude. Prefere passar a mão na cabeça do povo a ser cobrado por esse. Sim, porque quem cobra dá o direito de ser cobrado.
Por isso, por essa falta de senso de responsabilidade por parte do povo e do seus governantes, seremos eternamente o país dos remendos. Onde cada morto ou cada catástrofe será resolvida por alguma campanha, e cada campanha precederá mais e mais mortes. E acharemos que está tudo bem, afinal, no Brasil, pra tudo se dá um jeitinho. Inclusive para a morte.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Adversários, não inimigos...


Tudo começou no primeiro GRENAL, lá em 1909. O Grêmio massacrou  o recém nascido Sport Clube Internacional. 10 a 0. Placar impensável hoje. Essa “humilhação” fez com que o Inter se preparasse muito mais para os próximos embates.

Mesmo assim, a hegemonia tricolor durou décadas. Porém lá no ano de 1942 nasceu o Rolo Compressor Vermelho.  Um time imbatível.

Lá em 1954 o Grêmio fez o Olímpico. O colorado não podia ficar para trás, então, lá em 1969 inaugurou o Gigante da Beira Rio, que também encerrou uma grande época de domínio tricolor.

Então veio a década de 70, com o tri brasileiro do Inter. Nós, bons gremistas, não podíamos deixar barato, e em 81 fomos campeões nacionais também. E mais, em 1983 o título da América e o Mundial com o inesquecível time liderado por De León e Renato Portaluppi.

Aí veio a década de 90. A década de 90 é inesquecível para os gremistas. Arrasamos os colorados. Na época, bulling por causa de time era normal. Colorados da minha geração cresceram revoltados, revolta que se reverteu nos títulos do Inter nos anos 2000. Empataram conosco em libertadores e mundiais.

Onde quero chegar com esse breve e impreciso?! Na famosa frase: “O Grêmio é grande graças à grandeza do Inter. E vice-versa.”. Frase essa cunhada por Rudi Armin Petry, que faleceu ontem. Sempre que entrevistado soltava o bordão: “Muito bom dia, em especial a torcida do Grêmio”. Um Grande homem, grande dirigente, respeitado por gremistas e colorados.

Ele conseguiu atingir um nível superior de entendimento de futebol e da vida. Entendeu, o que muitos teimam em não entender. Grêmio e Inter, são adversários e não inimigos. E isso lhe tornou um homem acima de qualquer estúpida rivalidade.

Não o conheci, não tive o prazer. Ouvi muito falar dele. Que era um cavalheiro, entre outros adjetivos tantos, todos positivos. Porém, quando um gremista morre, e um dirigente colorado chora a perda, e o arqui-rival presta homenagens colocando sua bandeira a meio mastro, não preciso de mais nada para afirmar que era um homem superior, que deveria servir de exemplo a todos nós.

Adeus Seu Petry, e mesmo sem conhecê-lo, tenho muito orgulho de saber que houve um gremista tão respeitado e amado. Que, de onde estiver, olhe pelo nosso Grêmio, e que faça os dirigentes entenderem que mais do que nunca precisamos nos unir, esquecendo vaidades e picuinhas que fazem tanto mal ao nosso querido IMORTAL. E saiba, que como o Grêmio apartir de hoje, o senhor também é um IMORTAL, que viverá sempre na história do tricolor dos pampas.

E pra quem está acostumado aos meus textos, em homenagem a este homem, hoje não chamarei os colorados de amargos, mas de irmãos.