quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Minha história de Natal...

Dia 24 de dezembro, véspera de Natal. O espírito natalino toma conta da vida das pessoas. Haaaa, esse maravilhoso espírito de fraternidade, amizade, ternura. Essa maravilhosa sensação de bem estar, uma vontade incrível de abraçar as pessoas, de cantar maravilhosas músicas natalinas. Adoro isso, adoro essa época.
Começo meu dia pegando minha família e rumando ao supermercado. Vamos as compras. Ceia, presentes, tudo por comprar, fazer, arrumar, cozer, arrumar, enfeitar...
Chego no shopping, e demoro cerca de 15 minutos para achar uma vaga para estacionar. Quase todas as vagas de estacionamento estão cheias, inclusive as de deficientes, gravidas e idosos. Pelos meus cálculos, deveria ter no mínimo 35 gravidas no mercado, embora não tivesse avistado nenhuma em meu longo passeio. Talvéz estivessem no início da gravidez. Mas enfim, vamos as compras...
Fila pra cá, fila pra lá. Mas afinal, quem mandou deixar tudo para a última hora. Mas não tem problema, afinal, é véspera de Natal. Entre uma fila e outra alguns espertalhões pulando na frente, pessoas com pressa, mal humoradas, xingando as atendentes, como se elas tivessem culpa de todos nós termos deixado as compras para a última hora. Todos reclamando, com caras amarradas, stressados, brabos. É interessante observar as pessoas se degladiando por um lugar na fila do caixa. Embora eu ache muito simples esse mecanismo de fila. Você chega atrás de uma das filas e para depois da última pessoa. Mas existem pessoas que não conseguem entender como funciona. Mas tudo bem, ainda estamos na véspera de Natal.
Depois das compras, resolvo ir em outro mercado onde compro comida pronta, para almoçar com a minha família. Mesmo aperto, mesma pressa, mesmo sufoco. Sem lugar para estacionar, pessoas sem paciência, com pressa, com raiva. Depois de 45 minutos consigo comprar meu almoço. Duas pizzas para esquentar no forno, afinal, já começava me sentir mal no meio da multidão enlouquecida.
Na saída do mercado, lembrando que chovia muito, crianças de famílias nômades que se instalam na nossa cidade sempre em véspera de festividades, pediam esmolas, enquanto suas mães ficavam bem acomodadas e sequinhas, debaixo de um telhado de um parque para crianças. Mas, afinal, saiu num jornal da nossa região que aquilo era tradição, e que devemos manter as tradições dos povos indígenas. Ainda bem que era tradição, porque se fosse um filho de um pai qualquer, com certeza o pai seria preso e a criança encaminhada ao conselho tutelar.
Mas enfim, continuemos a saga....
Chego em casa, almoço, e apronto minha família para irmos na casa de minha mãe para cearmos o natal juntos. No caminho um acidente de carro grave, com certeza com vítimas, se não fatais, por sorte. Nisso, vou passar o semáforo, e um cidadão avança o sinal vermelho, e quase bate no carro da minha família. Passado o susto, continuamos nosso caminho, afinal, era véspera de Natal, e o espírito natalino nos toma conta nessa época. Nada pode nos abalar.
Ceia posta, chester, arroz, massa, frutas, saladas, doces, guloseimas... tudo perfeitamente decorado por minha esposa e por mim. Pinheirinho com os presentes colocados a sua sombra. Tudo corria tranquilamente. Músicas de Natal ao fundo. Chegaram mais convidados, sentamo-nos a mesa, e após uma pequena oração, iniciamos a refeição.
Após a janta, regada a muita conversa sobre política, economia, fofoca, novela e outras coisas, minha mãe chega a mesa com uma bandeja de brigadeiros. Aí vem a exclamação de um dos convidados: "Parece até um aniversário!!!" Ao que minha mãe responde: "Mas é... é o aniversário de Jesus!" Pensei cá com meus botões, "Que coincidência... Jesus nasceu bem no dia de Natal".
Após esse conturbado dia de Natal, volto para casa e ligo a tv. Está passando a missa do galo, sendo dirigida pelo Papa Adolf, digo Bento XVI, que estava falando que devemos nos amar, acabar com a violência, e sermos mais tolerantes com o próximo. Fiquei meio perdido, afinal, alguns dias atrás, esse mesmo senhor disse que os cristãos deveriam lutar contra o homossexualismo. Pensei no sentido da palavra tolerância, e cheguei a conclusão que eu devo ter entendido mal, afinal, com o tal de espírito de Natal, as coisas são realmente diferentes. Todos falam de amor, e ajem como animais.
E a hipocrisia está totalmente instalada. Mas, tudo bem, afinal é Natal, tempo de fraternidade, comunhão, amor, solidariedade, honestidade, compreensão................

Um comentário:

  1. Bah,,, pensei que era o blog da empresa de ônibus Ozelame hahahahahaha

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